Propriedade imobiliária ou Crowdinvesting?
Propriedade imobiliária ou Crowdinvesting?
O crowdinvesting está a chegar ao mercado imobiliário português e até já é “oficial”, pois já foi regulamentado em Diário da República. Esta nova forma de investimento está a captar as atenções daqueles que acreditam que comprar casa ainda é a melhor forma de conseguir rendimento apetecível, de uma forma segura e de baixo risco. Mas quais as principais vantagens do investimento colaborativo no setor imobiliário?
Vantagens do crowdinvesting sobre o investimento direto
O crowdinvesting elimina desvantagens que existem, quer no investimento para arrendamento quer na compra revenda. Todas as responsabilidades e deveres do senhorio são delegados na empresa responsável, o que evita incómodos e planificações. Alguns exemplos:
- Manutenção do imóvel. Especialmente difícil de gerir, em caso de imóveis novos, se a empresa construtora não tiver observado padrões de qualidade e o inquilino vier a reportar infiltrações, etc.
- Gestão do relacionamento com o inquilino. Apesar de a tendência atual caminhar no sentido da responsabilização, tal só acontece por via do mercado (principalmente em Lisboa e no Porto) e não tanto por via legal; em caso de conflito, o inquilino pode causar prejuízos à margem de lucro (abandono sem reparação de danos causados ao imóvel, rendas incobráveis, etc.).
- Fiscalidade relativa ao imóvel, burocracias legais, etc.
- Relacionamento com o condomínio. Tal como no ponto anterior, esta é uma responsabilidade do proprietário, que pode tornar-se espinhosa caso o gestor de condomínios não seja totalmente profissional ou caso existam condóminos menos colaborantes.
Maior diversificação
Outra das grandes vantagens do investimento colaborativo é a diversificação, que é uma regra básica tanto da gestão económica e de finanças como até da sabedoria popular. "Não se deve colocar todos os ovos no mesmo cesto", como diz o povo. Ao invés de fazer um investimento mais pesado num único imóvel, é possível dividir a aposta por diversos imóveis com potencial, como prédios ou moradias.
No caso do imobiliário, é até difícil dizer que as vantagens do investimento numa só propriedade superam esta possibilidade de diversificação trazida pelo crowdinvesting. A menos que estejamos a falar de um mercado em forte expansão, os ganhos deste tipo de investimento nunca apresentam taxas de lucro muito elevadas; trata-se, afinal, de um tipo de investimento mais associado a uma postura conservadora e mais segura. Justamente, um investimento simultâneo em vários imóveis permite diluir ainda mais o risco.
Mais lucros
Das premissas anteriores decorre a possibilidade de conseguir maiores lucros, quer seja através do aproveitamento da lucratividade de mercados locais em expansão, quer pela redução de “dores de cabeça” que, no geral, significam despesas (seja através do tempo que o investidor despende a gerir o seu imóvel ou carteira de imóveis, quer através da contratação de profissionais para o efeito).
Assim, em vez de tentar comprar casa em Lisboa ou no Porto, pode ponderar esta forma de investimento alternativo para conseguir participar na renovação e evolução do imobiliário no momento atual. O crowdinvesting imobiliário só está à sua espera.
De resto, mesmo que ao investir coloque todas as suas "fichas" num mercado onde se verifique uma subida rápida de preços, o investimento colaborativo em vários imóveis de perfil semelhante nessa área vai permitir-lhe conseguir os respetivos lucros e estar a salvo de um eventual problema com alguns desses investimentos.